EM BUSCA DA SABEDORIA DIVINA PARTE I

O QUE ESTÁ LONGE E MUI PROFUNDO, QUEM O ACHARÁ? (Ec 07:24)

Ao discorrer sobre a sabedoria e sobre sua busca por ela, Salomão, sábio rei de Israel, conclui que ela estava longe e mui profunda e, ao perceber que sua busca era extremamente difícil, ele lança a pergunta que todo ser humano gostaria de responder com um EU: QUEM O ACHARÁ?

A resposta não é difícil de se obter, digo, todos sabemos de Alguém que realmente conheceu e viveu com a máxima sabedoria: JESUS CRISTO, em quem estão escondidos todos os mistérios da ciência e sabedoria de Deus.

Bem, hoje também poderíamos divagar sobre procurar algo que está longe e mui profundo analisando a questão em sí e verificando o que precisaríamos para realizar tal empreendimento. Primeiro nos acercaríamos em um mapa de sua localização ou de sua possível localização. Salomão não parece desconhecer , pelo menos totalmente, a localização da sabedoria, visto que sabe que está longe e mui profunda sua morada, ou seja, ele sabe ou acredita saber que ela está ou enterrada no profundo da terra (numa caverna talvez), ou no profundo do mar (quem sabe numa fossa abismal _ a das Mariana no Oceano Pacífico calcula-se ter mais de 12 quilômetros de profundidade?). Assim, pelas suas palavras, poderíamos nos acercar por onde começar nossas buscas.

Bem, qualquer um sabe que este tipo de procura requer a elaboração de um orçamento. Assim, assentados e com planilhas de custos e despesas de viagem, manutenção e materiais e produtos de necessidades, veríamos nossos possíveis gastos e se eles cabem em nosso orçamento, que são os fundos que dispomos para investir em tal empreitada. Não possuindo a soma necessária, teríamos que desistir ou levantar o montante necessário para cobrir os gastos e mais uns 30% a mais para gastos emergenciais e os não elencados por falta de conhecimento necessário ou mesmo por esquecimento. Óbvio que nesse momento já saberíamos por onde começar, se pela terra ou se pelo mar. Salomão tinha bem menos fontes para pesquisar do que nós temos hoje, e, pelo conhecimento que já nos foi revelado por Deus sobre sua sabedoria, começaríamos pelo mar, visto que que Deus prometeu através do profeta Joel que o conhecimento de Deus cobrirá a Terra como as águas cobrem o mar (embora Deus esteja referindo-se ao total conhecimento que que humanidade terá de Deus em determinado ponto de tempo de seu futuro, podemos entender  também que o Altíssimo compara Seu conhecimento com o mar e não com a terra, além de Jesus ter dito que aqueles que crerem nele terão rios de águas vivas jorrando do seu ventre para a vida eterna. Portanto, nosso equipamento de viagem deve-nos preparar para chegarmos até um porto, deve incluir um navio de transporte  e equipamento de mergulho como escafandro, câmaras subaquáticas (para os da superfície saberem de nosso estado e como transcorre toda a missão da qual também são parte), equipamentos de comunicação e, se for muito profundo e a pressão da água for insuportável ao ser humano, precisaremos de um mini submarino e um robô talvez até remotamente controlado (material este que deveremos alugar para economizar e tornar viável o orçamento) e, por fim, analisarmos qual o tempo que deve ser desprendido para tal empresa, pois isso é essencial para a elaboração do projeto e determinação dos custos. Vendo no mapa a localização mais provável, saberemos por onde começar. Conhecendo Deus e Sua grandeza, eu começaria pela fossa das Marianas, e você, começaria por onde?

           

Bem, hoje quando a causa tem um cunho social que envolve pelo menos uma parcela significativa da sociedade, não é difícil conseguir apoiadores e patrocinadores, pois estas causas gera publicidade e publicidade significa fonte de lucros futuros, e nesse caso que pode contribuir não vai deixar de fazê-lo a fim de que sua concorrência não o faça. Com um orçamento bem detalhado e com a causa social bem justificada, mostrando os resultados positivos de tal empreendimento e como serão favorecidos os financiadores de tal empresa a partir do momento de sua adesão ao projeto enunciado, não será difícil convencer os alvos previamente selecionados e que possuem vistas ao povo que será beneficiado com o sucesso da missão (aí todo cuidado com o sigilo necessário é pouco, pois não se deve espalhar a ideia do projeto antes de tê-lo completado e obtido os fundos necessários, pois quando se fala em realizar projetos que beneficiem uma boa parcela de população, não faltarão invejosos e cobiçosos de torpe ganância querendo roubar a ideia e ficar com os lucros da fama e riqueza adquiridos com o sucesso de tal empreitada.

            

 Na verdade, tais pessoas jamais conseguirão qualquer êxito em tal negócio, pois não têm a visão e conhecimentos necessários e muito menos o comprometimento a altura do que deve ser empregado para se chegar ao fim da missão e voltar trazendo as novas de sucesso para alegria do povo, mas com certeza conseguirá o invejoso desmobilizar forças que estariam a nosso favor com seu pessimismo e o cobiçoso de torpe ganância desviar recursos que seriam muito bem vindo ao projeto original para um projeto que ele fez com a ajuda de muita falácia e geralmente com menor custo em um menor tempo, mostrando por seus dados que todo o investimento orçado pelos primeiros idealista são totalmente irreais e fora da real necessidade para a realização do objetivo de tal projeto e que o dele com melhores dados técnicos e visão mais apurada da realidade  de localização e também financeira, é muito mais lucrativo, dando os mesmos resultados em menor tempo, com menores custos e talvez até com resultados melhores, vistas as melhores técnicas adotadas. Como não entendem nada do assunto em questão nem quais as melhores técnicas que foram apresentadas, alguns colaboram com o cobiçoso e outros desistem de investir em algo agora duvidoso de precisão e/ou de caráter. E assim, perdemos as vezes muito tempo procurando novos financiadores de um projeto que Deus mesmo colocou em nossos corações e que por si só é de elevado cunho espiritual e social e que nunca passou pela nossa cabeça auferir qualquer ganho com ele senão a completa realização de um desejo profundo em nossas vidas. Portanto, devemos vigiar o que e a que falamos de nossos projetos.